Diabetes: é preciso tratar

No Brasil, 12 milhões de pessoas têm a doença e a metade delas não sabe.

Em 1815, um bioquímico de Paris, Michel Eugene Chevral, identificou a glicose como o responsável pelo gosto adocicado na urina das pessoas com Diabetes Mellitus (DM). No ano de 1921, os doutores canadenses ganhadores do Prêmio Nobel, Frederick Banting e Charles Best, descobriram a insulina, considerado um dos maiores saltos evolutivos da Medicina. Ela mudou totalmente o rumo da doença, dando a possibilidade de tratamentos e de maior expectativa de vida para os pacientes.Desde então, a ciência tem avançado mais e mais no tratamento do diabetes.

Descobertas no campo da diabetes

Descobertas no campo da Fisiopatologia têm gerado medicamentos cada vez mais efetivos e aumentado a sobrevida dos afetados. Com a maior sobrevida dos pacientes, foi preciso aprender a lidar com eventos novos, até então desconhecidos, como as complicações crônicas que a doença pode causar ao longo de anos nos pacientes. Alterações nefrológicas, cardiovasculares, neuropáticas, autonômicas e cognitivas foram sendo descritas e acabamos tendo um novo desafio, que é, além da sobrevivência, propiciar ao paciente uma qualidade de vida aceitável e digna.

Possíveis complicações

Em 2002, havia cerca de 175 milhões de pessoas com Diabetes Mellitus em todo mundo. E a previsão é de que este número chegue a 300 milhões em 2030. O número de pacientes vem aumentando em virtude do envelhecimento populacional, maior urbanização, crescente prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como a maior sobrevida dos pacientes. Dados recentes estimam que a prevalência do DM no Brasil esteja em torno de 15%, ou seja, temos 12 milhões de pessoas  com diabetes em nosso país e a metade não sabe que tem. Muitos pacientes ficam incapacitados de continuar trabalhando, seja pelas limitações que as complicações lhe inferem, seja pela falta de ânimo e vontade de lutar contra a doença.

As complicações macrovasculares, como aterosclerose, Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC), são mais frequentes no pacientes diabéticos. Nos diabéticos, o controle da pressão arterial previne 80% dos AVCs, 60% das amputações de membros inferiores, 50% das doenças renais terminais e 40% das doenças coronarianas.

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